Chief Growth Officer: o novo profissional que “rouba” o papel dos chefes de marketing

Coca-Cola elimina o principal responsável de marketing do seu organograma, para introduzir um principal responsável de crescimento.

Certas empresas funcionam como uma espécie de early adopters em estratégias e no marketing. São como as primeiras a se aventurarem em certos terrenos e as que marcam um pouco a tendência. Se essa companhia faz algo no seu departamento de marketing, outras empresas seguirão por esse caminho e o futuro passará de forma bastante clara por esse cenário.

Uma dessas empresas é a Coca-Cola e os movimentos que a gigante das bebidas faz no marketing normalmente são um “spoiler” do que virá depois. E o último movimento da empresa é não só chamativo, mas também pode mostrar como o mercado está mudando em ver o que seus responsáveis de marketing fazem. Coca-Cola acaba de aposentar seu CMO, sua maior liderança no marketing, e no lugar de buscar um substituto para este cargo, mudou as coisas. A partir de agora, Coca-Cola não terá um responsável máximo pelo marketing, mas sim um Chief Growth Officer, um máximo responsável de crescimento.

A empresa juntou o trabalho do marketing com os terrenos do comercial e de atenção ao cliente, criando uma espécie de “macroposto” com outras atribuições. O movimento também muda o organograma, fazendo que o chefe de inovação adquira mais peso e comece a reportar diretamente ao CEO (o que faz com que seja uma figura muito mais influente do que era antes) e que apareça um líder responsável pela comunicação, assuntos públicos e sustentabilidade, outro posto que diz muito sobre como as coisas estão mudando na empresa.

Mas a aparição do Chief Growth Officer é um assunto a destacar por ele mesmo e que se converte em uma maneira muito clara de compreender como está mudando o mundo, o que estão fazendo as empresas e como elas devem ajustar seus organogramas aos novos tempos. A nomeação da empresa de refrigerante também não é algo que vá mudar por completo o mercado. A Coca-Cola é uma das pioneiras, mas não é a primeira. Antes dela, gigantes como Colgate-Palmolive e Mondelez, como recordam em MarketingWeek, já contrataram os seus respectivos Chief Growth Officers. Nos últimos 5 anos, a aparição deste personagem aumento nos organogramas.

O que exatamente é um Chief Growth Officer e o que é que ele busca dentro de sua estratégia?

Suas responsabilidades, seja pelo que a Coca-Cola disse que fará seu diretor ou como pelo que outras empresas que contam com esses perfis falaram em seus momentos, é trabalhar para acelerar o crescimento nas diferentes plataformas nas quais a empresa opera.

Seu trabalho está alinhado com as necessidades e responsabilidades supostas a uma empresa orientada ao crescimento e, muito importante, centrada no consumidor. Quer dizer, herda tudo o que se exige do chefe de marketing, mas, ao mesmo tempo, precisa ser um ótimo encantador de serpentes capaz de criar um entorno com foco no cliente principal. Igualmente, enquanto faz tudo isso, tem que ser capaz de se mover com eficiência em um entorno multicanal e omnicanal e ser capaz de se posicionar em todos esses terrenos.

Os CMO’s precisam começar a pensar se vão perder seu trabalho?

A existência deste novo perfil e o fato de que as grandes multinacionais estão fazendo com que já não se conviva com um CMO mas que o substitua tem um efeito direto no dia a dia dos responsáveis pelo marketing. Devem começar a se preocupar com seu futuro laboral? Ou devem começar a se preparar para assumir esta função mais complexa?
A realidade é complicada, porque apesar de que no fundo a essência de ambos é a mesma (o máximo responsável de marketing trabalha para assegurar o máximo crescimento) o certo é que esta nova área de trabalho vai um passo mais adiante. O CGO não é somente um chefe de marketing, mas também quem tem atribuições mais ambiciosas nas quais os diretores atuais terão que se reciclar. Ao final, como apontava um estudo, um CGO não é um CMO com pretensões.

Não é o mesmo trabalhador só com um nome mais grandiloquente, mas sim que precisa organizar desde uma agenda até ferramentas e umas responsabilidades completamente diferentes. O novo perfil é, de fato, o perfil mais crucial e relevante nas empresas que o incorporam, e só é superado pelo máximo responsável, o CEO.

As boas notícias para os diretores de marketing é que as empresas não estão indo buscar os seus máximos responsáveis de crescimento fora. 51% das nomeações são mediante promoção interna.

 

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Texto traduzido de: http://www.puromarketing.com/44/28576/chief-growth-officer-nuevo-profesional-roba-papel-jefes-marketing.html

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