Inovação nas PME’s

Inovação nas PME’s

Inovação nas PME’s

A inovação compreende:

– A introdução de um novo produto ou uma mudança qualitativa em um produto existente.

– A introdução de um novo processo, não conhecido no ramo industrial.

– A abertura de um novo mercado.

– O desenvolvimento de novas fontes para o abastecimento de matérias-primas ou de insumos.

– A introdução de mudanças na organização industrial.

Empresas…

As empresas inovadoras são as que introduziram inovações de produto e/ou de processo nos últimos três anos.

A inovação de uma empresa depende da qualidade da concorrência. A empresa enfrenta um problema que pode ter solução conhecida ou não. Se não se conhece, se faz necessária a pesquisa, graças a ela, o problema pode ser resolvido e se encontrar a rota da inovação. Além disso, a empresa necessita de uma mão de obra capacitada tecnologicamente para poder utilizar novas tecnologias e que a estrutura financeira permita empreender os esforços para inovar.

Há que levar em consideração que na América Latina, um alto percentual das empresas com menos de dez empregados pertencem ao setor informal e por tanto ficam excluídas dos planos formais de créditos e de fomento aos exportadores. Devido a isso, o potencial inovador pode ser considerado reservado a pequenas empresas, médias e é claro grandes. Também  se pode dizer que existe uma proporcionalidade direta entre o tamanho da empresa e sua capacidade de inovação, as evidências empíricas assim o mostram. Isso se deve aos montes de capital necessários para investir na pesquisa que dê bons resultados e fazendo disso um negócio rentável.

Entretanto, as pequenas empresas contam com algumas vantagens, assim como desvantagens, para a inovação.

Vantagens:

  • Carece de burocracia e seus gerentes reagem com mais rapidez frente a situações novas, pode estar ciente dos gostos do mercado e suas mudanças, adaptando-se muito rapidamente a eles: igualmente existe uma boa comunicação interna entre os gerentes e entre eles e seus subordinados.
  • A magnitude do capital de trabalho permite adaptar-se facilmente a novos processos de produção. Este é válido também para microempresas de caráter artesanal principalmente. Geralmente as máquinas utilizadas neste tipo de empresa podem ser adequadas a repentinas mudanças nos processos de produção, assim como as habilidades de seus operadores.
  • Antecipa mudanças nas condições da concorrência e de competitividade, assim como o ambiente competitivo, pode também se modificar como empresa (tamanho e tipo) a um que melhor se adapte as novas condições criadas pelo desafio externo.
  • Das três anteriores surge outra vantagem. As empresas de menor tamanho, quando realizam atividades de inovação, têm mais eficiência inovativa que as grandes empresas. Quer dizer, por cada montante de dinheiro gasto em inovação a empresa pequena produz mais inovação que a grande. Isto devido a facilidade de comunicação interna, a adaptabilidade da empresa a mudanças externas e a necessidade de cuidar ao extremo o uso ou destino de cada investimento.
  • A empresa pequena não somente é mais flexível mas também tem uma relação mais próxima de seus clientes e pode ficar sabendo mais rapidamente das mudanças na demanda dos consumidores.
  • Pode se especializar, quer dizer, desenvolver capacidades específicas em certas áreas técnicas, atendendo a mercados mais reduzidos, mas muito sofisticados, o qual estimulará sua atividade inovadora.
  • As pequenas empresas têm mais presença inovativa em alguns ramos da indústria que em outras. Para dar exemplos típicos: em software e em instrumentos científicos.
  • As pequenas empresas apresentam melhores condições de inovação com relação as grandes ou muito grandes em matéria de desenho ou suas melhorias em imitação ou no desenvolvimento de novos produtos.

 

As empresas pequenas geralmente não contam com o suficiente capital para desenvolver processos de pesquisa em prol da inovação.

Desvantagens

  • Não contam ou têm um número muito limitado de técnicos e especialistas de alta qualificação.
  • A comunicação para fora (com o mercado internacional, com o governo, com outras empresas, etc.) costuma ser pobre.
  • Não dispõem de capital próprio e tampouco de capital de risco ou empréstimos de terceiros para enfrentar gastos com P&D.
  • Carece de escala e por tanto de rendimentos crescentes em escala.
  • Frente a um incremento de demanda que a faça crescer rapidamente, enfrenta limitações de capital próprio ou externo.
  • Rara vez patenteia suas inovações, mas está frequentemente limitada pelas patentes registradas pelas demais.
  • Quando está submetida a regulamentações tropeça com dificuldades de cumpri-las.

 

Mas não somente são as vantagens para as pequenas empresas, que costumam ser as desvantagens das grandes, e vice-e-versa, mas também que se pode dar uma inter-relação dinâmica entre pequenas e grandes empresas, baseada em relações produtivas complementares e um extenso sistema de vínculos. A empresa pequena, desde esta visão, é um elemento vital na rede industrial de produtores especializados em uma grande diversidade de peças, partes e componentes.

 

O elemento diferenciador e que mais contribuiria para que a empresa se especialize, incremente sua eficácia e se torne inovadora, poderia ser seu vínculo com empresas de diferentes tamanhos e particularmente com médias e grandes que fixariam pautas de qualidade sempre crescentes e arrastariam a pequena empresa até uma transformação substancial. Realizando atividades como fabricação de protótipos e trabalhos sob encomenda, a inovação da microempresa está, por tanto, muito ligada a dinâmica que surge da empresa que dá a ordem.

 

A demanda que a empresa grande e ainda a média demanda da pequena, a rede de fornecedores especializados que se forma entorno de uma empresa grande e que subscrevem com ela é uma ferramenta de primeiríssima importância para elevar a competitividade do conjunto do setor industrial.

 

Bibliografia

 

“The Theory of Economic Development”. Schumpeter J., Harvard UP, 1934, USA.

 

“Oslo Manual”, second edition, OECD

 

“Empresa, innovación y empleo”. José Quijano, Asesor de la Cámara de Industrias del Uruguay.

 

Texto traduzido de: https://www.gestiopolis.com/innovacion-pymes/

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