China – Uma economia cada vez mais inovadora

China – Uma economia cada vez mais inovadora

Os avanços tecnológicos e o empreendimento conseguem que, em um só ano, o gigante asiático suba três posições no “Global Innovation Index”, do 25º ao 22º lugar.

Em 2016, a China conseguiu entrar, pela primeira vez, no ranking das economias de ponta, elaborado pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual, a Cornell University e o Institu Européen d’Administration des Affaires. Este estudo, de referência para executivos de negócios e criadores de políticas, assiná-la que a economia chinesa avança a um ritmo superior aos demais e se consolida como mais a inovadora dos países de renda média. Passou de ocupar a posição 25 para a 22 e está entre os primeiros lugares em áreas como mercado interno, recursos humanos, patentes, exportações de alta tecnologia e desenhos industriais.

Em 2016 a China teve avanços tecnológicos de grande importância, como pôr em órbita o primeiro telescópio espacial de raio X do mundo – idealizado para o estudo dos buracos negros –, ou a fabricação do primeiro computador quântico. Mesmo assim, China já é o terceiro país, atrás do Japão e Estados Unidos, que mais patentes registra. Outro indicador: o número de empresas unicórnio – com um valor superior a um bilhão de dólares – passou de 70 para 131 em 2016, a maior parte das quais pertencem ao âmbito tecnológico. São paradigmáticos os casos Ofo e Mobike, duas empresas de bicicleta compartilhadas que alcançaram a cifra em um brevíssimo lapso de tempo.

A inovação se tornou um elemento chave da economia do gigante asiático, como reflete seu 13º Plano Quinquenal (2016-2020), que pretende que China se converta em um dos países mais inovadores do planeta em 2030. Nos últimos anos, as incubadoras e os hubs de inovação se proliferaram aos montes por todo o país e cultivaram todos os tipos de startups. Ao mesmo tempo, entretanto, um informe da Universidade Tsinghua afirma que o potencial de inovação do país ainda não está sendo totalmente aproveitado.

O impulso público não é a única força que promove a transformação da China de uma economia industrial a uma sociedade do conhecimento. Wu Wensheng, sub-diretor executivo de Great Wall Strategic Consultants, um thinktank líder no país asiático, destaca também a importância do talento forjado na China e o papel dos investimentos internacionais.

 

Texto traduzido de: http://www.elmundo.es/cataluna/2017/07/13/59672802e2704eaa338b458c.html

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