Entendendo a inovação e a criatividade para o desenvolvimento do negócio

Entendendo a inovação e a criatividade para o desenvolvimento do negócio

O que é a inovação e a criatividade? E como aproveitá-la para o desenvolvimento do negócio?

Segundo Sidney Parnes, co-fundador do Centro Internacional de Estudos de Criatividade, a criatividade é “a capacidade de encontrar relações entre ideias antes não relacionadas, e que se manifestam em forma de novos esquemas, experiências ou produtos novos”, enquanto que para Diana Halpern, em seu livro Thougth and Knowledge, é a “habilidade de formar novas combinações de ideias para atender a uma necessidade”. Parafraseando poderíamos dizer que a criatividade é a capacidade de gerar novas ideias ou conceitos, ou novas associações entre ideias e conceitos conhecidos; dito de outra forma, é a habilidade de gerar múltiplas respostas a uma mesma pergunta ou problema. A esta capacidade se denomina como pensamento lateral ou pensamento divergente e se relaciona com a imaginação e a associação.

Na vida diária se fomenta muito o uso do pensamento lógico, associado ao pensamento crítico, localizado no hemisfério esquerdo do cérebro, mas se evita a formação em geração livre de ideias, prova de distintos caminhos, eleição de diferentes alternativas e assumir riscos.  Para Robert Sternberg, professor de Psicologia de Yale e um dos grandes pensadores sobre a inteligência criativa, a criatividade é mais que uma habilidade, é uma atitude frente a vida e uma decisão de questionar o porquê dos conceitos dados.

A inovação por outro lado, se baseia na criatividade para contruir soluções, desde novas perspectivas, que resolvem problemas específicos e tem uma aplicação prática para o crescimento do negócio, seja inovando no modelo da empresa, em seus produtos/serviços ou na experiência do cliente. Neste sentido, a inovação depende da criatividade para seu exercício na organização. Segundo Doblin, temos 10 tipos de inovação que se podem gerar, as quais a apresentamos na continuação:

Inovação no Modelo de Negócio

Inovação no modelo de receita: É o modelo que permite estabelecer novas formas de gerar receita desafiando os modelos tradicionais da indústria baseada em suposições ultrapassadas. Na maioria das indústrias, o modelo de receitas dominante tipicamente não tem sido questionado durante décadas.

Inovação na rede do negócio: É um esquema que permite inovar na forma que se realizam as conexões com outros para gerar valor. Na época atual não é possível fazer tudo independentemente, se não que requer aliados com os quais se possa compartilhar o risco e potencializar as fortalezas para aproveitar novos canais, ofertas de valor, tecnologias, etc…

Inovação na estrutura do negócio: Este tipo de inovação estabelece novos modelos de organização e alinhamento do talento humano e os ativos da empresa tangíveis e intangíveis para melhorar o desempenho e competitividade.

Inovação nos processos do negócio: Esta é uma inovação dos processos da empresa, refletir sobre como se realizam as coisas, reduzir elementos que não são necessários e modificar os fluxos para aumentar a velocidade e a produtividade. Tipicamente os processos em cada empresa são únicos e melhorá-los continuamente permite ganhar uma vantagem competitiva.

Inovação do produto/serviço da empresa:

Inovação no desempenho do produto/serviço: Significa identificar os elementos e funcionalidades de maior valor para o consumidor, desenvolvê-los e incluí-los na oferta de valor, tanto de novos produtos como para melhorar os produtos existentes. É uma gestão constante já que os produtos estão sempre expostos a vista do mercado, o que os torna mais facilmente copiáveis e se não há uma preocupação em melhorá-los rapidamente se perderá a vantagem competitiva.

Inovação no sistema do produto: Significa como definir um sistema de conexão entre os diferentes produtos da mesma empresa e produtos adicionais, como inovar com a geração de pacotes e como agrupá-los de diferentes formas para gerar um maior valor. Aqui se deve pensar na interoperabilidade dos produtos, a modularidade deles e sua integração em formas criativas e diferentes.

Inovação na Experiência do cliente:

Inovação no serviço: Se foca em como melhorar as experiencias de prova, uso e percepção de valor de uma oferta, ao mesmo tempo que busca criar novas experiências superiores com o objetivo de agregar valor ao consumidor.

Inovação no Canal: Se foca em estabelecer novas formas de chegar com a oferta de valor aos clientes e ao mercado estabelecendo novos canais de distribuição através de diferentes meios.

Inovação na marca/comunicação: Se foca em gerar novas formas de comunicar e representar as ofertas de valor de forma que sejam vistos de uma forma relevante, que os usuários a reconheçam e valorizem.

Inovação na interação com o cliente: É a forma de entender as necessidades dos clientes para desenvolver conexões significativas com a empresa e eles, de tal forma que permitirá o aumento da satisfação e o compromisso.

 

Frente a isto, a primeira pergunta que devemos fazer é: Desejo que a inovação forme parte do dia a dia da empresa? E esta pergunta deve ser respondida com grande reflexão, total compromisso e sinceridade, já que não deve se considerar somente como um elemento de moda ou como um clichê, e sim como um elemento da filosofia e cultura da organização que requer um esforço e trabalho profundo em todas as funções da empresa.

Se a resposta for SIM, então há que começar um trabalho forte que não se realizará da noite para o dia, e sim que necessitará de um processo de desenvolvimento e que requer total compromisso da direção, assim como recursos e estratégias que permitam orientar a organização a este objetivo. Este tipo de trabalho requer:

Diagnostico inicial: Nos perguntemos, quanto a cultura organizacional da empresa está desenvolvida para assumir riscos controlados e felicitar o aprendizado quando há erros. Recordemos que o entorno atual tem alta incerteza e a única forma de  ter êxito é aprendendo com os erros, como dizia Goethe, “O único homem que nunca se equivoca, é o que nunca faz nada” por isso que ter uma cultura que castiga os erros limita muito a criatividade e a inovação (não confundamos erros com negligência, já que erro é algo que acontece quando temos uma boa intenção mas que por desconhecimento algo não sai bem, enquanto que a negligência se sabe que algo está errado, deixa continuar e que não termina bem). O diagnóstico inicial permite estabelecer o grau de abertura para um ambiente de criatividade e inovação. Quanto mais fechado são os entornos, menos abertura hierárquica para as propostas, menos fomento ao pensamento crítico e as análises, o grau de criatividade e inovação da empresa será menor.

Trabalho com a Diretoria: Depois do diagnóstico, a primeira parte é que a diretoria encontre a utilidade de desenvolver ambientes aptos para a inovação e isso requer que seus modelos mentais estejam prontos e entendam que o compromisso que necessita tanto vontade como recurso para seu desenvolvimento. Além disso, com a diretoria se deve definir o grau de profundidade que devem abarcar as políticas nas diferentes áreas para fomentar a criatividade e inovação sem afetar a eficiência e operação diária.

Trabalho no ambiente laboral: Também é necessário que os chefes adquiram a habilidades para poder fomentar a criatividade, evitar a crítica de novas ideias, realizar trabalhos em grupo para resolver problemas desde diferentes perspectivas, incentivar as iniciativas e aprender novas metodologias como Design Thinking para inovar. Devemos pensar no ambiente de trabalho como um laboratório, onde se provam diferentes fórmulas, não todas são exitosas, mas sempre fica o aprendizado constante até encontrar a fórmula adequada. Além disso, é necessário que no início, até que a iniciativa seja própria, cada líder de área estabeleça e fomente iniciativas em função de temas específicos, que defina um propósito sobre o qual se trabalhar.

Trabalho no ambiente físico: O ambiente físico complementa a geração de inovação, ambientes abertos, com espaços amplos e cores fomentam a criatividade, de igual forma, elementos lúdicos e de entretenimento ajudam a relaxar e pensar soluções criativas a problemas existentes. Se pode aprender muito com empresas como Google que criaram grandes espaços onde até mesmo existem tobogãs que ajudam a tornar o ambiente de trabalho mais divertido.

Trabalho na comunicação interna: Difundir, capacitar, explicar e motivar o pessoal para que se comprometa com uma forma de trabalho que gere criatividade e inovação é outro passo para se considerar. A organização deve explicar adequadamente, estabelecer compromissos e objetivos com os colaboradores como um componente desse desenvolvimento. Adicionalmente, a organização deve preparar o pessoal para conhecer e utilizar todas as ferramentas tecnológicas que servirão para que todas as iniciativas e programas de fomento se realizem sem gerar uma carga operacional adicional.

A inovação na empresa é um caminho que requer tempo e esforço, mas uma vez enraizado e cultivado, seus frutos são maravilhosos e superam as expectativas.

 

Texto traduzido de: http://www.puromarketing.com/14/29083/entendiendo-innovacion-creatividad-para-desarrollar-negocio.html

 

 

 

 

 

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